segunda-feira, 19 de agosto de 2013

10 dúvidas comuns entre os fãs de tecnologia

10 dúvidas comuns entre os fãs de tecnologia

Desvendados 10 mitos tecnológicos.
Mesmo as pessoas que gostam de tecnologia, que é o meu caso, têm suas dúvidas. Quem nunca ouviu falar de alguns mitos sobre a bateria do notebook ou segurança das redes Wi-Fi? Como em qualquer outro setor, no mundo tecnológico há também o "disse me disse", isso é inerente aos seres humanos. Existem muitas lendas dentro do universo tecnológico que merecem ser desvendadas. Veja a seguir uma lista com os 10 mitos mais famosos e as respostas para estas questões que confundem a cabeça das pessoas:

1 – Não remover o USB antes de desconectá-lo do computador pode afetar seu sistema operacional

Todo mundo se tornou bastante cauteloso quando está usando um USB e realmente é preciso certo cuidado, mas não é verdade que todo USB desconectado antes de ser removido da máquina pode causar problemas no sistema operacional. Se você desplugar o dispositivo quando ele ainda estiver rodando em seu computador, certamente terá problemas, mas, se a gravação de dados for concluída, e você puxá-lo sem qualquer remoção, dificilmente ocorrerá algum problema. A Microsoft informou ao site PC World que os danos dependem muito do tipo do dispositivo, mas, no geral, desconectar um USB antes de removê-lo não afeta o sistema. Não se sentiu seguro? Faça um teste com o seu USB.

2 – Recarregar o notebook sem ter zerado a energia, acaba com a bateria

De acordo com o Huffington Post, se o seu notebook for antigo e ainda usar uma bateria de níquel cádmio, isto pode acontecer. Este tipo de bateria possui um “efeito memória” e se você recarregá-la repetidamente sem zerar sua energia, a capacidade máxima de armazenamento diminui. No entanto, os computadores mais recentes, que usam bateria de íon de lítio, não sofrem com este problema, portanto, não é preciso esperar a bateria zerar para recarregá-la e nem é perigoso deixar a máquina ligada na tomada por muitas horas.

3 – Quanto mais pixels em uma câmera, melhor

O site Cnet explica que o pixel não remete à qualidade da foto, mas ao tamanho que a imagem pode ter sem perder qualidade. Na fotografia digital, um megapixel equivale a um milhão de pixels – pontos que formam uma foto. Ou seja, quanto mais pixels, mais você poderá ampliar as fotos sem distorcer a imagem. No entanto, além dos megapixels, a lente e sensores de luz também são essenciais para conseguir uma fotografia boa. Portanto, lembre-se: há mais detalhes para avaliar na hora da compra de uma câmera fotográfica.

4 – Ao aproximar um imã do seu HD, ele poderá ser apagado

A PC Mag explica que apenas ímãs enormes e superpotentes podem apagar os dados salvos no seu HD. Um ímã comum e de menor tamanho, no máximo, apaga conteúdos de um disquete. Enquanto que os demais dispositivos como USB, cartões SD e HDs são imunes.

5 – Redes Wi-Fi protegidas com senha estão livres de hackers

Uma rede pública de Wi-Fi com senha não está necessariamente protegida, segundo o site Life Hacker. Nas redes públicas, como de cafés, lanhouses ou de hotéis, nada impede que uma pessoa com más intenções consiga a senha de acesso e utilize este canal para fazer vítimas. A grande questão, de acordo com o site, é que você nunca sabe com quem está dividindo a rede. No Wi-Fi doméstico, mesmo que você saiba para quem está fornecendo a senha de acesso, ainda existem riscos da rede ser invadida. Existem programas que quebram as senhas, independente do nível de segurança implementada, seja WEP, WPA ou WPA2.



6 - Celular causa câncer?

Os efeitos do uso constante de telefones celulares na saúde humana ainda são muito discutidos entre pesquisadores. Há muito tempo existe a lenda de que os celulares podem causar câncer, mas, até hoje, nenhum estudo conseguiu relacionar diretamente o uso dos aparelhos ao surgimento e desenvolvimento da doença.

Um estudo recente do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, publicado em junho de 2012, é mais um que não conseguiu chegar a nenhuma conclusão a respeito da influência dos aparelhos na saúde. “Mais estudos são necessários porque a tecnologia da telefonia móvel e a forma como as pessoas usam telefones celulares estão mudando rapidamente”, conclui o estudo.

Diversos fatores foram apontados pelos pesquisadores como possíveis influências na saúde devido ao uso de celulares. “A quantidade de energia de radiofrequência que um usuário de celular está exposto depende da tecnologia dele, da distância entre a antena e o usuário, o tipo de uso e a distância entre o usuário e as torres de sinal.”

Ou seja, os celulares podem até causar câncer, mas não há nada que relacione o uso deles à doença e há diversas formas de usá-lo que podem contribuir diretamente para o desenvolvimento de um tumor.

7 - O que interfere no sinal do Wi-Fi?

O roteador Wi-Fi é posicionado na sala da casa e, próximo a ele, o sinal é excelente. No entanto, em um quarto no fundo do imóvel ele não pega tão bem e frequentemente quem tenta acessar a rede de lá simplesmente não consegue.

Por que isso acontece? É simples: por ser uma rede sem fio que transmite ondas de rádio, o Wi-Fi pode sofrer interferência de uma série de coisas: desde a parede da casa até mesmo um micro-ondas.

Entre os fatores que interferem nas redes Wi-Fi estão as paredes, portas e o chão da casa, por exemplo. O material usado na construção do imóvel também pode prejudicar o sinal, como tijolos, pedras, concreto, metal, entre outras.

Não é só isso: outros objetos espalhados pela casa também prejudicam o sinal. Celulares com Bluetooth ativado, micro-ondas, telefones sem-fio, babás eletrônicas e outros produtos que também funcionam com ondas também causam uma pequena interferência no Wi-Fi.

A solução ideal para ter o melhor sinal possível é instalar o roteador em um ambiente aberto sem paredes nem nenhum outro tipo de objeto. Parece difícil imaginar isso, e também é bom lembrar que mesmo assim o sinal não será perfeito: ele tem um alcance e, dependendo da distância do roteador, mesmo sem nada que possa interferir, chega uma hora que o sinal começa a ficar mais fraco.

8 - Deixar o carregador conectado prejudica a bateria do notebook?

Dúvidas sobre o uso da bateria são muito comuns. Por muito tempo os produtos usavam baterias de níquel cádmio e, mesmo depois delas serem substituídas pelas de íon de lítio, alguns cuidados que eram recomendados para as baterias antigas continuam sendo considerados para as novas.

Um bom exemplo está na crença de que deixar o notebook ligado na tomada direto, mesmo com a carga cheia, pode prejudicar a bateria. Não é isso o que acontece.

Para começar, as baterias de íon lítio podem ser carregadas repetidamente sem estar com a carga vazia sem que isso prejudique a vida útil delas. E, além disso, notebooks mais recentes contam com sistemas que detectam quando a carga está cheia, desativando o processo de recarga, como explica a Dell em seu site oficial.

Quando o notebook está ligado na tomada, não é a bateria que vai fornecer a energia para ele, e sim a própria tomada - se você tirar a bateria, conseguirá usar o aparelho normalmente.

Portanto, esqueça lendas de que é preciso esperar a carga terminar para carregar o computador, ou que é bom deixar ela descarregar completamente algumas vezes para aumentar a sua vida útil. No caso das baterias de níquel cádmio isso até era verdade, mas com as de íon de lítio isso não acontece.

9 - Uma pilha pode ser recarregada se ficar na geladeira?

Não, a pilha não vai recarregar caso seja colocada na geladeira. Mas é verdade que ela pode, sim, ganhar um tempo de vida "extra" depois de ser resfriada por um tempo.

A carga da pilha é quimicamente gerada e, quando colocada na geladeira, ela se reorganiza e, assim, é possível usar um resto de carga que estava espalhada pela unidade.

Assim, colocar a pilha na geladeira faz com que o resto de carga possa ser usado. Para usar uma pilha por diversas vezes, o único jeito é mesmo comprar uma recarregável.

10 - É possível estragar o HD formatando diversas vezes?

É natural que, com o tempo, o computador fique lento devido ao excesso de dados guardados no HD, por exemplo, e, por isso, muitas vezes é recomendável que o disco rígido seja formatado para voltar a funcionar bem. A partir disso, uma lenda foi criada dizendo que formatar o HD várias vezes pode danificá-lo.

Mas isso não é verdade. A formatação apenas apaga todos os dados guardados no disco rígido, e logo depois ele continua funcionando perfeitamente – e continuará mesmo que seja formatado, por exemplo, uma vez por mês. Portanto, a quantidade de vezes que um HD é formatado não influencia no seu tempo de vida.

Fonte: Olhar Digital

'Monopólio' brasileiro do nióbio gera cobiça mundial, controvérsia e mitos


Um metal raro no mundo, mas abundante no Brasil, considerado fundamental para a indústria de alta tecnologia e cuja demanda tem aumentado nos últimos anos, tem sido objeto de controvérsia e de uma série de suspeitas e informações desencontradas que se multiplicam na internet – alimentando teorias conspiratórias e mitos sobre a dimensão da sua importância para a economia mundial e do seu potencial para elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Trata-se do nióbio, elemento químico usado como liga na produção de aços especiais e um dos metais mais resistentes à corrosão e a temperaturas extremas. Quando adicionado na proporção de gramas por tonelada de aço, confere maior tenacidade e leveza. O nióbio é atualmente empregado em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, em tomógrafos de ressonância magnética, na indústria aeroespacial, bélica e nuclear, além de outras inúmeras aplicações como lentes óticas, lâmpadas de alta intensidade, bens eletrônicos e até piercings.
Abaixo, o G1 explica a polêmica sobre o mineral, em reportagem produzida por sugestão de leitores
Arte Nióbio - anglo american (Foto: Editoria de Arte/G1)
O mineral existe no solo de diversos países, mas 98% das reservas conhecidas no mundo estão no Brasil. O país responde atualmente por mais de 90% do volume do metal comercializado no planeta, seguido pelo Canadá e Austrália. No país, as reservas são da ordem de 842.460.000 toneladas e as maiores jazidas se encontram nos estados de Minas Gerais (75% do total), Amazonas (21%) e em Goiás (3%).
Segundo relatório do Plano Nacional de Mineração 2030, o Brasil explora atualmente 55 substâncias minerais, respondendo por mais de 4% da produção global, e é líder mundial apenas na produção do nióbio. No caso do ferro e do manganês, por exemplo, em que o país também ocupa posição de destaque, a participação na produção global não ultrapassa os 20%.
Tal vantagem competitiva em relação ao nióbio desperta cobiça e preocupação por parte das grandes siderúrgicas e maiores potências econômicas, que costumam incluir o nióbio nas listas de metais com oferta crítica ou ameaçada. É isso também que alimenta teorias de que o Brasil vende seu nióbio “a preço de banana”; que as reservas nacionais estão sendo “dilapidadas”; e que o país está “perdendo bilhões” ao não controlar o preço do produto.
A chamada “questão do nióbio” não é um assunto novo. Um dos seus porta-vozes mais ilustres foi o deputado federal Enéas Carneiro, morto em 2007, que alardeava que só a riqueza do mineral seria o suficiente para lastrear toda a riqueza do país. O nióbio já chegou a ser relacionado até com o mensalão, após o empresário Marcos Valério afirmar na CPI dos Correios, em 2005, que o Banco Rural conversou com José Dirceu sobre a exploração de uma mina de nióbio na Amazônia.
Em 2010, um documento secreto do Departamento de Estado americano, vazado pelo site WikiLeaks, incluiu as minas brasileiras de nióbio na lista de locais cujos recursos e infraestrutura são considerados estratégicos e imprescindíveis aos EUA . Mais recentemente, o nióbio voltou a ganhar os holofotes em razão da venda bilionária de uma fatia da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtora mundial de nióbio, para companhias asiáticas. Em 2011, um grupo de empresas chinesas, japonesas e sul coreana fechou a compra de 30% do capital da mineradora com sede em Araxá (MG) por US$ 4 bilhões.
Independente do debate muitas vezes ideológico por trás da questão e dos mitos que cercam o mineral (veja quadro abaixo), o fato é que o quase ‘monopólio’ da oferta ainda não resultou numa política específica para o nióbio no Brasil ou programa voltado para o desenvolvimento de uma cadeia industrial que vise agregar valor a este insumo que praticamente só o país oferece.

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